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O literalismo bíblico é a crença de que a Bíblia, ou pelo menos grandes porções dela, devem ser lidas literalmente, não alegoricamente. Isso significa que a linguagem deve ser interpretada como usada na escrita e no falar de todos os dias. A abordagem literal é atraente para alguns crentes porque, supostamente, descobre o significado original dos documentos, minimizando outras influências. Sem dúvida, há menos interpretações possíveis quando se usa uma abordagem literal.

"NÓS AFIRMAMOS a necessidade de interpretar a Bíblia de acordo com seu sentido literal ou normal, o sentido literal é o sentido gramatical-histórico, isto é, o sentido que o escritor expressou. A interpretação, de acordo com o sentido literal, levará em conta todas as figuras de fala e formas literárias encontradas no texto." - Declaração de Chicago sobre Hermenêutica Bíblica [1]
"O método literal é o único [método] são, controlado e seguro contra a imaginação do homem." [2]
Muitos cristãos não interpretam a Bíblia literalmente. [3] Como a Bíblia descreve eventos que são bastante diferentes dos que comumente experimentamos, muitos crentes adotam uma interpretação alegórica. Mesmo quando uma interpretação literal é tentada, a medida em que o significado original é descoberto quando os leitores modernos abrem a Bíblia, isto se torna discutível.
"Levamos a Bíblia muito a sério para lê-la literalmente." [4]
Note que o literalismo não assume, necessariamente, que o texto está correto. Os céticos, às vezes, interpretam a Bíblia literalmente ao criticar suas leis anacrônicas, inconsistências e absurdos.

Plano de fundo

Até o período moderno, a interpretação literal das escrituras sagradas era quase inaudível. Os livros sagrados geralmente tinham origem nas tradições orais. O literalismo bíblico é uma ideia moderna, e o conceito de ler a Bíblia como feito pelos primeiros Cristãos foi formulado apenas no final do século XIX. Cópias impressas dão um sentido injustificado de certeza. [5]

"Antes da época moderna, os judeus, os cristãos e os muçulmanos saboreavam interpretações altamente alegóricas das escrituras: a palavra de Deus era infinita e não podia ser ligada a uma única interpretação: A preocupação com a verdade literal é um produto da revolução científica, quando a razão conseguiu resultados tão espetaculares que a mitologia não era mais considerada como um caminho válido para o conhecimento." [5]
Até certo ponto, o literalismo é uma questão de grau, uma vez que nem mesmo auto-descritos literalistas afirmam acreditar que tudo na Bíblia é literal. Por exemplo,

"Ele é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; É ele o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar;" - Isaías 40:22

Ninguém acredita que esta passagem significa que os seres humanos são verdes e têm seis pernas. Também, Jesus consistentemente ensinou em parábolas, que claramente não se destinavam a ser interpretadas literalmente.

No entanto, os literalistas acreditam que, a menos que haja uma boa razão para supor de outra forma, a Bíblia deve ser tomada literalmente: Gênesis e os Evangelhos são documentos históricos; Adão e Eva eram seres humanos reais, não metafóricos, houve realmente uma inundação mundial, e há uma declaração de fato histórico que Jesus foi crucificado e ressuscitado dos mortos. O literalismo bíblico contrasta, assim, com outras interpretações da Bíblia, por exemplo, que a história de Adão e Eva no Gênesis é uma alegoria ou parábola da relação do homem com Deus.

Uma vez que uma interpretação literal da Bíblia leve a absurdos, não é se de surpreender que os teístas mais educados tendam a aderir a interpretações diferentes, talvez algumas mais sofisticadas da Bíblia. Esse ponto é freqüentemente feito quando se criticam críticas como em Deus: um Delírio, de Richard Dawkins, dizendo que elas perdem o ponto: Embora seja fácil refutar o literalismo bíblico, quase ninguém acredita mais nisso. Em outras palavras, o literalismo é, muitas vezes, visto, mesmo entre teístas, como algo tosco, simplista, ou como 'má teologia'. Apesar disso, pelo menos alguns crentes aderem a uma interpretação literal. Em 1982, muitos proeminentes evangélicos americanos assinaram uma declaração reafirmando sua interpretação literal, em um artigo referido como a Declaração de Chicago. [1]

Uma série de pesquisas da Gallup descobriram que a crença no literalismo bíblico tem vindo a diminuir nos Estados Unidos: de 37% em 1984 para 34% em 2004, e para 28% em 2014. [6]

"As portas que levam para fora do literalismo escritural não se abrem por dentro." - Sam Harris, O Fim da Fé

Espantalhos sobre o Literalismo

É errado supor que cada verso seja interpretado literalmente, até mesmo por fundamentalistas. Ao defender o literalismo, os apologistas, às vezes, supõem que seus críticos mantêm essa visão. [7] Este é geralmente um argumento de espantalho, uma vez que isto não é o que se entende por literalismo bíblico. Literalismo bíblico não implica que cada verso deva ser interpretado literalmente.

Argumentos para o Literalismo

  • "Se ele diz, por que não assumir que significa isso?" [8] Isso é algo que está mudando o ônus da prova. Antes de se confiar na Bíblia, deve-se primeiro estabelecer o que é confiável, e que se pretendia ter uma interpretação literal. Além disso, existem outros mitos que não são tomados literalmente.
  • "Artefatos históricos têm provado uma grande parte da Bíblia inúmeras vezes". [8] Há muitos casos em que a Bíblia está correta em certos fatos triviais, mas não podemos concluir disto que ela é inteiramente correta. Há imprecisões históricas na Bíblia.
  • "É uma maneira normal de se comunicar." Apelo à maioria
  • "Além disso, foi escrita por homens de Deus, por isso é perfeita em todos os sentidos." [8] Isso pressupõe a existência de Deus, que ainda não foi demonstrada. Ela também assume que Deus escreveu a Bíblia, que também não foi mostrada. Talvez Satanás o tenha escrito.
  • "Eu acredito que todos devem seguir a Bíblia mais de perto e literalmente, porque haveria menos problemas neste mundo." [8] Apelo às consequências
  • "É assim que um verdadeiro cristão deve pensar" [8] Falácia do verdadeiro escossês
  • "A Bíblia diz que é verdade". Raciocínio Circular
  • Realiza alegações factuais e é falsificável [2]
  • Limita o número de interpretações possíveis [2], e impede a controvérsia.
  • "Ela obteve o maior sucesso em fornecer a Palavra de Deus". [2] Embora, "sucesso" seja um conceito altamente subjetivo, neste contexto.
  • As igrejas crescentes tendem a ter uma interpretação mais literalista e tradicional de teologia. [9]

Contra-argumentos

Qual Bíblia?

Existem muitas traduções diferentes da Bíblia e não há nenhuma maneira confiável de distinguir a correta. Há também evangelhos apócrifos que são, sem dúvida, tão credíveis quanto alguns dos livros que foram incluídos na Bíblia oficial. A igreja primitiva teve de selecionar subjetivamente quais livros eram "divinamente inspirados" e quais não eram.

"As Escrituras não vieram com um índice de conteúdo 'inspirado'. [10]"
Na verdade, qualquer outro livro sagrado parece tão válido quanto.

Escolha arbitrária do literalismo

Não há razão coerente para que um livro seja, automaticamente, interpretado literalmente. Existem muitas outras abordagens possíveis para interpretar um texto. Apologistas afirmam que a Bíblia é especial porque é a palavra de Deus, mas essa alegação não foi justificada (sem se referir a própria Bíblia, pois torna o argumento circular).

Uma leitura literal mostra que a Bíblia não é inerrante

Uma interpretação literal da Bíblia faz muitas afirmações que são verificáveis. No entanto, existem muitos casos em que uma interpretação literal seria factualmente incorreta:

  • Incertezas científicas na Bíblia
  • Incertezas históricas
  • Contradições internas, como sobre a morte de Judas Iscariote (Mateus 27: 5 e Atos 1:18).

Portanto, não se pode manter, ao mesmo tempo, o literalismo bíblico e a inerrância. A maioria dos Cristãos, na maioria das vezes, rejeita o literalismo e escolhe acreditar na inerrância.

"Não raramente acontece algo sobre a terra, sobre o céu, sobre outros elementos deste mundo, sobre o movimento e rotação ou mesmo sobre a magnitude e distâncias das estrelas, sobre eclipses definitivos do sol e da lua, sobre a passagem de anos e estações, sobre a natureza dos animais, dos frutos, das pedras e de outras coisas, que podem ser conhecidas com a maior certeza pelo raciocínio ou pela experiência, mesmo por um que não seja um cristão. É muito vergonhoso e ruinoso. E isto é algo a ser evitado, para ele [o não-cristão] ouvir um Cristão falar tão idioticamente sobre esses assuntos, e como, de acordo com os escritos Cristãos, e ele dizer que mal conseguia parar de rir. Vendo quão totalmente errados eles estão, tendo em vista isto e mantendo-o constantemente em mente ao lidar com o livro de Gênesis, eu expliquei em detalhes e estabeleci, para consideração, os significados de passagens obscuras, tomando cuidado para não afirmar precipitadamente algum significado ou prejuízo de outra, e talvez melhor, explicação". - Santo Agostinho (354-430 CE), De Genesi ad literam 1: 19.20, Cap. 19 [408]
Santo Agostinho também argumenta que uma interpretação literal pode ser derrubada pelo progresso no conhecimento humano (Que é um Deus das lacunas):
"Em assuntos tão obscuros e muito além da nossa visão, que encontramos nas passagens da Sagrada Escritura, podem ser interpretadas de formas muito diferentes, sem prejuízo da fé que recebemos. Nesses casos, não devemos apressar-nos de cabeça, e firmar nossa posição de um lado que, se avançar na busca da verdade, justamente minam esta posição, e nós também caimos com ela" - Santo Agostinho

A Bíblia é mais significativa quando lida simbolicamente

Muitos cristãos argumentariam que a Bíblia é mais rica e mais significativa quando lida simbolicamente (isto é, figurativamente ou alegoricamente) em vez de literalmente.

"A clareza e a simplicidade literal (da bíblia) oferecem um tipo de segurança em um mundo onde as questões parecem complexas, ambíguas e enlameadas. Mas é uma segurança falsa, um bastião temporário, mantido pelo dogmatismo, e uma lealdade equivocada. O literalismo paga um alto preço pela esperança de ter alças firmes e inquebráveis ​​ligadas à realidade. [11]"

Interpretação seletiva de seções inconvenientes

Algumas seções da Bíblia, ser lidas literalmente, contradizem o dogma Cristão ou justificam atrocidades.

"Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste?" - Salmo 22
"Dirão aos anciãos de sua cidade: Este nosso filho é teimoso e rebelde, ele não nos obedecerá, ele é um glutão e um bêbado.
Então todos os homens de sua cidade o apedrejarão até a morte, Removerás o mal do meio de ti, e todo o Israel o ouvirá e temerá". - Deuteronômio 21: 20-21
Vários versículos sobre a natureza de Deus, como sua expressão de emoção ou admissão de erro, também são reinterpretados como alegorias. Muitos versículos do Antigo e Novo Testamento colocam problemas para a maioria dos crentes. Eles são tratados como alegorias por suplicações especiais; Isso mostra a inconsistência e a subjetividade do "literalismo" bíblico.

Deus trabalha com humanos falíveis

Deus, muitas vezes, trabalhou através de figuras bíblicas, mesmo quando eles tiveramm falhas significativas de caráter. Com base nisso, podemos esperar que Deus também se comunique através das falhas dos autores bíblicos.

Dogmas não suportados por ela

Dogmas como a Trindade, a impassibilidade divina, a perfeição divina e o pecado original têm pouco apoio bíblico ou são contraditos. Com base em uma interpretação literal, não podemos simplesmente assumir que tudo isso está correto. Portanto, uma interpretação literal da Bíblia exigiria que esses dogmas fossem abandonados, possivelmente junto com outros dogmas não suportados.

Fazendo da Bíblia um ídolo

Alguns Cristãos estão tão obcecados com a Bíblia que atribuem a ela atributos que são normalmente reservados a Deus, isto é, perfeição, inerrância, objetividade, etc.

"Parte do problema é histórico: A deificação da Bíblia é resultado da reforma protestante. [...] Mas, ao defender ou reivindicar a Bíblia dos papistas, e depois dos liberais, os protestantes evangélicos tornaram-na o coração da fé. Daí a situação ridícula em que muitas organizações evangélicas estão, como a Convenção Batista do Sul [N.T.: Onde, diga-se de passagem, foi a "fundadora da Convenção Batista Brasieira", fonte aqui], têm declarações de fé onde o primeiro ponto é a Bíblia, antes de qualquer menção de, por exemplo, Deus." [12]
"Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." - Gálatas 1:8
"NEGAMOS que o pregador tem alguma mensagem de Deus que esteja além do texto da Escritura" [13].

Uma interpretação literal ainda é subjetiva

A Bíblia é um texto. As pessoas usam uma interpretação literal porque supostamente descobrem o significado original do texto. Uma interpretação literal ainda requer que um ser humano use seus sentidos e cognição para ler e entender o texto. Cada pessoa tem diferentes valores pessoais, preconceitos e uma compreensão distinta da linguagem. Por essa razão, cada pessoa vai entender qualquer texto de uma maneira pessoal, ou seja, subjetivamente. Mesmo que o texto da Bíblia fosse objetivamente verdadeiro, nunca poderíamos apreciá-lo como tal sem a possibilidade de erro ou mal-entendidos.

"A interpretação pessoal da Bíblia leva, naturalmente, a um lodo de doutrinas humanas como resultado de diferentes opiniões pessoais." [10]
"O que me incomoda é a noção de que podemos, de alguma forma, ler um texto sagrado sem interpretá-lo. Pessoas dizem que eles estão apenas lendo o texto pelo próprio texto. Isso não é possível. A ideia de que podemos abordar um texto sem trazer o nosso imperfeito, egoísta e voraz Eu [...] É loucura pensar que alguém está reivindicando simplesmente ter Deus em sua palavra. [14]"
Uma vez que a Bíblia é cheia de metáforas e parábolas, uma interpretação subjetiva é necessária para separar seções figurativas de literais. A Bíblia não costuma dizer se uma seção em particular deve ser interpretada como uma metáfora. Qual a base para a frase "pescadores de homens" (Marcos 1:17) ser interpretada como uma metáfora? No final, só podemos usar o julgamento pessoal para interpretá-lo, ou usar nosso próprio julgamento para decidir se aceitamos a interpretação de outra pessoa. (Atos 8: 30-31) Isso é suscetível de erro e, portanto, não podemos tratar nossa interpretação pessoal da Bíblia (ou de qualquer outra pessoa) como objetivamente verdadeira.

A interpretação requer intervenção divina?

Ao discutir a interpretação bíblica, alguns evangélicos afirmam que a Bíblia não pode ser totalmente "discernida" por seres humanos naturais. Se a Bíblia contém uma única mensagem, espiritual ou não, eles admitem que não pode ser plenamente apreciada sem assistência sobrenatural. Esta conclusão concorda com os críticos do literalismo bíblico quando dizem que os seres humanos não têm a capacidade de escapar de uma interpretação subjetiva.

"Mas, por si só e por seu trabalho acadêmico sozinho, nenhum homem pode produzir a interpretação correta da Bíblia" [15].
"NEGAMOS que o homem natural é capaz de discernir espiritualmente a mensagem bíblica além do Espírito Santo." [1]
O por que o Espírito Santo faz um sentido objetivo possível para um livro e nenhum outro livro não foi explicado satisfatoriamente, e é, portanto, um apelo especial. A existência do Espírito Santo também não foi demonstrada. A citação acima também implica que a Bíblia pode ser lida de uma forma "espiritual", não apenas "literalmente".

Resolvendo contradições aparentes

Quase todos admitem que uma leitura ingênua da Bíblia encontraria algumas contradições "aparentes". A forma como escolhemos resolver essas contradições é, em grande parte, um processo subjetivo baseado em nossa linguagem, experiência, preconceitos cognitivos e cultura. Nossa crença no dogma influencia bastante a interpretação dos evangelhos, com o leitor moderno assumindo a divindade de Jesus, o que é contradito muitas vezes usando uma simples leitura do texto, bem como muitos preconceitos como Moralidade absoluta, Monoteísmo (contradito pela versão politeísta), idealismo filosófico, inerrância, etc. O dogma que já é familiar ao leitor é preferido por causa de um viés de confirmação. Os Cristãos reinterpretam todas essas contradições como alegorias, o que mostra que o literalismo bíblico ainda é influenciado por fatores externos.

"Um dos maiores desafios para os leitores modernos da Bíblia Hebraica é permitir que o texto signifique o que ela diz, quando o que ela disser for de respeito às doutrinas que surgiram séculos depois dos debates filosóficos sobre a categoria abstrata 'Deus'. [16]"
Um único significado... que os listeralists não podem concordar sobre

A grande diversidade de denominações cristãs, a maioria com uma interpretação bíblica distinta, é uma forte evidência de que uma única interpretação não pode ser encontrada, mesmo quando uma interpretação "literal" é tentada. Os cristãos, muitas vezes, discordam mesmo dentro da mesma denominação. Se houvesse uma única mensagem na Bíblia, poderíamos esperar que as pessoas pudessem concordar sobre o que ela é.

Alguns Cristãos acreditam na necessidade do Batismo para a salvação, citando Marcos 16:16, enquanto outros discordam citando João 3:16. Todos eles alegam ser baseados na Bíblia, mas ainda discordam sobre questões fundamentais relativas à salvação [10]."

Não há nenhum literalista...

Sem dúvida, nenhum Cristão é, estritamente falando, literalista. Quaisquer literalistas professos assumem uma visão diferente e deixam de ser literalistas quando confrontados quando o que a Bíblia realmente contém.

"Mesmo Cristãos Fundamentalistas, que afirmam possuir a visão mais elevada da inspiração de todas as escrituras, não tomam a Bíblia literalmente ou com o mesmo grau de autoridade totalmente [...] Se eles, portanto, escolherem quais passagens eles não levarão literalmente, o que, é claro que eles o fazem sobre essas passagens que não [os agradam], por que eles continuam a farsa de insistir que "toda a escritura é dada por Deus?" [17]

Links externos

Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 Chicago Statement on Biblical Hermeneutics, 1982
  2. 2,0 2,1 2,2 2,3 J.R. Church, Literal Versus Allegorical Interpretation of Scripture
  3. http://www.huffingtonpost.com/steve-mcswain/biblical-literalism_b_4966852.html
  4. http://www.patheos.com/blogs/rogerwolsey/2014/01/16-ways-progressive-christians-interpret-the-bible/
  5. http://www.theguardian.com/theguardian/2005/aug/19/guardianweekly.guardianweekly1
  6. http://www.religionnews.com/2014/06/05/decline-literalism-rise-secularism-one-chart/
  7. http://www.gci.org/bible/literally
  8. 8,0 8,1 8,2 8,3 8,4 http://www.debate.org/opinions/should-the-bible-be-interpreted-literally
  9. https://www.theguardian.com/world/2016/nov/17/literal-interpretation-of-bible-helps-increase-church-attendance
  10. 10,0 10,1 10,2 Do Christians Need Only the Bible?, CNA
  11. http://www.religion-online.org/showarticle.asp?title=1332
  12. http://www.theguardian.com/commentisfree/belief/2011/feb/21/biblical-literalism-bible-christians
  13. http://www.bible-researcher.com/chicago2.html
  14. https://valerietarico.com/2015/05/08/can-evangelical-christianity-be-saved-from-itself-an-interview-with-rachel-held-evans/
  15. http://oca.org/orthodoxy/the-orthodox-faith/bible-history/the-bible/interpretation
  16. http://www.huffingtonpost.com/christine-hayes/5-misconceptions-about-the-bible_b_2173965.html
  17. http://www.huffingtonpost.com/steve-mcswain/fundamentalist-christians_b_4999800.html