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A doutrina docéstica de Cristo afirma que Jesus foi um ser espiritual (docéstico) que alguns experimentavam em visões, ou pessoas que alegavam ter visões de Jesus. Os evangelhos eram alegorias de uma pessoa espiritual na Terra (ou seja, Jesus era Evemerizado). Esses mitos eram ensinados como se fossem verdadeiros. Os defensores da teoria incluem Richard Carrier e Earl Doherty. [1] É uma das várias teorias do mito de Cristo.

Apelo ao silêncio é um argumento fraco

pouca evidência que sustente a existência de Jesus, mas concluir que Jesus não existiu é um argumento relativamente fraco. Só porque a evidência documental é fraca não significa que Jesus não tenha existido apenas por causa dos pobres registros e de sua perda ao longo do tempo. Por esta razão, os historiadores pesquisam sobre crenças prévias que evoluíram para o Cristianismo.

Como o mito de Jesus se ascendeu?

Carrier aponta para a semelhança com o Islã e o Mormonismo, onde um professor experimenta visões de um ser divino que é, então, registrado em um livro sagrado.

Tendências comuns do período helenístico [2] se encaixam com o Cristianismo antigo: [1]

  • Helenizar divindades estrangeiras. O mistério dos elementos religiosos seria fundido com uma religião local para formar um sistema híbrido de crenças religiosas. O Cristianismo é uma fusão de ideias helenísticas com um culto judaico/palestino, os nazarenos.
  • Monoteísmo e Henoteísmo.
  • Mudaram de deuses de fertilidade e agrícolas para um deus de salvação pessoal, mas mantendo os mitos e histórias originais. Isso muitas vezes caracteriza a paixão (ou luta), morte e ressurreição de um deus, como Rômulo, Osíris e Zalmoxis. Eram geralmente Evemerizados, mas nunca tiveram uma existência terrestre. Osíris havia contado histórias para não-iniciados, mas os membros da religião falaram da morte e ressurreição de Oriris logo na madrugada. O mesmo parece ter sido acreditado sobre Jesus.
  • Raça e nacionalidade foram desestimulados, como era acreditado para alguém ser iniciado em uma religião.

Osíris havia contado histórias para não-iniciados, mas os membros da religião falaram da morte e ressurreição de Oriris logo na madrugada. O mesmo parece ter sido acreditado sobre Jesus.

Com muitas religiões semelhantes emergindo ao mesmo tempo que o Cristianismo, precisamos de um argumento convincente de que o Cristianismo é, de alguma forma, válido enquanto as outras religiões não são.

Fontes iniciais

À medida em que a Igreja Cristã começou a formular sua crença ortodoxa, os escritos que contradiziam sua visão não foram preservados porque eles tinham pouco interesse neles. No entanto, algumas evidências sobreviveram.

Filo de Alexandria

Filo de Alexandria escreveu sobre um ser celestial que é o filho primogênito de Deus, um sumo sacerdote de Deus e um agente da criação. Richard Carrier argumenta que isso é evidência de uma crença em um Jesus [como ser puramente] celestial. Os primeiros textos Cristãos parecem ter tomado o mesmo Jesus, com a mesma teologia.

"Eu também ouvi falar que um dos companheiros de Moisés proferiu um discurso como este: "Eis um homem cujo nome é o Oriente!" [Referindo a Zacarias 6:12] Uma denominação muito nova, de fato , Se você a considerar como falada de um homem que é composto de corpo e alma, mas se você olhar para ele como aplicado a esse ser incorpóreo que em nada difere da imagem divina, você concordará que tal nome foi-lhe dado com grande felicidade, porque o Pai do universo o fez brotar como o filho mais velho, que, em outra passagem, ele chama de primogênito, e aquele que nasceu, imitando os caminhos de seu pai, que formou tais e tais espécies, olhando para seus padrões arquetípicos. [3]"

Ascensão de Isaías

A Ascensão de Isaías diz que o profeta Isaías recebeu uma visão de Deus enviando Jesus para salvar a humanidade do Diabo, que envolve a morte e ressurreição de Jesus - no entanto, isso acontece no espaço, não na Terra.

Epístolas genuinamente escritas por Paulo

Apenas sete das epístolas atribuídas ao apóstolo Paulo foram realmente escritas por ele. Paulo escrevia o que ele recebia [de informação] que ficava de seu conhecimento por revelação "do Senhor" e/ou de Jesus, mas não do homem. Não há menção da aparência de Jesus antes de sua morte. Não há menção de uma missão terrena. Jesus só aparece numa revelação para as pessoas. A única narrativa que ele registrou, do Último Apoio, foi também de revelação, mas não menciona nenhum discípulo. Nenhuma testemunha ocular é mencionada ou mesmo testemunho oral. Não há especificidades históricas a respeito da vida de Jesus.

Apologistas apontam que Jesus foi crucificado pelas "leis da era". Essa é uma referência comum aos demônios. O ponto de Paulo de que a identidade de Jesus estava escondida para permitir a salvação da humanidade só faz sentido se referir-se a demônios, em vez de grupos que poderiam o beneficiar.

Algumas seções parecem ser adições posteriores ao texto original: 1ª Tessalonicenses 2: 15-16, 1ª Timóteo 6:13, 2ª Pedro.

Paulo parece mencionar a família da Terra de Jesus. No entanto, serem "irmãos no Senhor" é, provavelmente um conceito religioso, e não sobre irmãos biológicos.

Paulo refere-se a Jesus sendo "feito", ao invés de "nascido".

Hebreus

Hebreus, muito provavelmente uma carta antiga, mas não feita por Paulo, também fala de um Jesus celestial. Ela cita a revelação e a escritura, mas não as testemunhas oculares como sua fonte de informação. Não há conhecimento das narrativas do evangelho.

"Se ele estivesse na terra, nem tão pouco sacerdote seria... Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente" - Hebreus 8: 4-6
Este argumento só funciona se Jesus não estivesse na Terra.

1ª Clemente

Nenhuma menção clara de um Jesus Terrestre. Nenhum conhecimento das narrativas evangélicas. Cita as escrituras sem testemunhas oculares.

Fontes posteriores

Evangelhos

Os evangelhos são fontes históricas fictícias e não confiáveis. O Evangelho de Marcos pode ser uma alegoria com interpretações separadas tanto para uso missionário quanto para agregação dos iniciados.

Atos

Atos também é, historicamente, pouco confiável. [4]

A família de Jesus e seus discípulos de repente desaparecem da história depois de Atos 1, implicando que eles nunca existiram.

Outras fontes não são independentes

Outras fontes se baseiam nos Evangelhos como fonte ou são fabricadas.

Tálus e Josefo não são confiáveis.

Contra-Argumentos

Jesus historicamente existiu? Veja Gálatas 1:19

Argumento da singularidade

Muitas figuras históricas não foram atestadas até aparecerem gerações posteriores.

Você não pode inventar um homem inteiro em uma geração.

"Um dos muitos aspectos problemáticos do miticismo é que faz muitos paralelos vagos às religiões non-Judaicas, ao falhar fazendo jus à evidência inequívoca de que o que nós nos referimos agora como o Cristianismo levantou-se em um contexto Judaico que foi cometido ao monoteísmo. Como observador da Lei Judaica, considero improvável que se crie um Messias fictício baseado em mitos pagãos. [5]"

Veja também

Earl Doherty Jesus Puzzle - Revisão de Richard Carrier.

Robert Price, The Christ Myth Theory and its Problems

Stephen Law - "Evidence Miracles and the Existence of Jesus"

Referências

  1. 1,0 1,1 Richard Carrier, Why I Think Jesus Didn't Exist: A Historian Explains the Evidence That Changed His Mind
  2. Petra Pakkanen, Interpreting Early Hellenistic Religion, 1996
  3. http://www.earlychristianwritings.com/yonge/book15.html
  4. Richard I. Pervo, The Mystery of Acts
  5. http://www.patheos.com/blogs/exploringourmatrix/2012/03/responding-to-richard-carriers-response-to-bart-ehrman.html